Deputado Cabo Campos e Igreja Mundial levam amor e esperança a crianças de Marajá do Sena

Deputado Cabo Campos (DEM) ao lado do Pastor Ronaldo, Bispo Marcos Antonio, Bispo Jairo e a Pastora Luciana, da Igreja Mundial do Poder de Deus. (Foto: Divulgação)

Deputado Cabo Campos (DEM) ao lado do Pastor Ronaldo, Bispo Marcos Antonio, Bispo Jairo e a Pastora Luciana, da Igreja Mundial do Poder de Deus. (Foto: Divulgação)

Na última quinta-feira (12), uma explosão de cor e alegria tomou conta de Água Branca, em Marajá do Sena, município localizado a 400 km de São Luís. Com apoio do deputado estadual Cabo Campos (DEM), a Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD) levou amor, esperança e solidariedade a dezenas de crianças do pacato povoado através do ‘IDE Gerando Salvação’, projeto beneficente da Pastora Raquel Santiago que tem transformado a realidade de milhares de pessoas no Brasil e no mundo.

A escolha da cidade para receber a primeira edição do IDE no Maranhão deve-se a um dado preocupante e até mesmo assustador. Em 2015, Marajá do Sena foi considerada a cidade mais pobre do país pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Segundo o Instituto, 53,37% da população da cidade se encontravam em situação de pobreza, agravada pelas estruturas de saúde, educação e infraestrutura deficitárias.

Segundo vereador mais votado do município, Dadá (PROS) revelou que a educação ainda convive com as escolas de taipa. Segundo o parlamentar, os estabelecimentos inadequados são heranças deixadas pela gestão anterior. Ele disse, ainda, que essa é uma realidade que vai trabalhar para mudar junto ao atual prefeito da cidade, Lindomar Araújo (PROS).

“Nós temos escolas carentes. Quero pedir apoio à Igreja pra fazer duas salas de aula no lugar de uma casa de taipa. Com fé em Deus, nós vamos fazer junto com a Igreja Mundial. Estou aqui não só como vereador, mas também como cidadão e ser humano pra ajudar essa população que precisa. Nós queremos trabalhar pelo bem do povo”, frisou.

Campos declarou que o alinhamento das esferas legislativas e executivas é essencial para a resolução dos problemas que afetam os serviços essenciais da cidade. O deputado se dispôs a colaborar com o trabalho e buscar alternativas conjuntas com o prefeito da cidade. “Os poderes públicos devem estar irmanados nessa causa. Somos independentes, mas podemos caminhar harmoniosamente. Vamos conversar com o prefeito para que isso venha a acontecer”, sinalizou.

Durante o IDE, a Igreja Mundial do Poder de Deus fez a doação de merenda e uniformes escolares, bem como a distribuição de cestas básicas e brinquedos arrecadados por fiéis em unidades da Igreja em todo o estado. A iniciativa foi aprovada pelo morador da região, João Ribeiro da Silva. “Muito lindo. Parabéns para pastora Raquel. Nunca tinha acontecido um evento desse aqui na comunidade. Achava que ninguém se lembraria das nossas crianças, mas Deus é Deus”, enalteceu.

O missionário Amorim, líder da Geração Jovem Mundial no Maranhão, ressaltou a importância de continuar firme no propósito do projeto de Deus. “É muito importante estar aqui nesse momento, com essas crianças de Água Branca. Para nós, representa muito. Nós estamos quase 24 horas sem dormir, mas o nosso sacrifício é recompensado desta forma, olhando crianças felizes, sendo abençoadas pelo poder de Deus”, destacou.

O pastor de área da Igreja Mundial do Poder de Deus, Demerson Santana, elogiou a iniciativa e desejou vida longa ao projeto itinerante da pastora Raquel Santiago. “Uma satisfação muito grande recebê-los aqui e fazer pessoas simples tão felizes. Pessoas que o pouquinho que a gente faz por elas, elas estão agradecendo com um belo sorriso, sendo que, algumas vezes, nós recebemos até mais e não sabemos retribuir ao outro. Fico feliz em saber que, através do IDE, a Pastora Raquel, o deputado estadual Cabo Campos, o Bispo Jairo, a Pastora Luciana e toda a Igreja Mundial estão realizando sonhos de crianças num dia como esse. Que Deus possa continuar abençoando esse projeto e que ele possa chegar a outros lugares”, finalizou.

Veja todas as fotos do ‘IDE Gerando Salvação’ na galeria abaixo!

Assista um trecho da apresentação da pastora Raquel Santiago durante o ‘IDE’!

Campos e Dino entregam motos para reforço do policiamento ostensivo no Maranhão

Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos

Deputado Cabo Campos (DEM) durante a entrega das chaves a Paço do Lumiar. (Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos)

O deputado estadual Cabo Campos (DEM), junto ao governador Flávio Dino (PC do B), fez a entrega de motocicletas a unidades da Polícia Militar (PM) de Paço do Lumiar, Raposa, São José de Ribamar, Pinheiro e Urbano Santos. A solenidade foi realizada na tarde dessa quarta-feira (12), no auditório da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), em São Luís. Mais 56 municípios também foram contemplados com a entrega dos veículos.

De acordo com Campos, as motocicletas reforçarão o policiamento ostensivo na Região Metropolitana de São Luís, Baixada e Leste Maranhense. Esses veículos vão permitir maior agilidade na atuação policial nessas regiões, facilitando e fazendo com que a polícia consiga chegar mais rápido aos locais de difícil acesso. Sinto-me bastante honrado por estar contribuindo com o fortalecimento do sistema de segurança pública”, pontuou.

O governador Flávio Dino, por sua vez, enfatizou a necessidade de se investir cada vez mais na modernização estrutural da corporação, a fim de garantir a produtividade do policiamento. “É uma iniciativa de modernização e fortalecimento das polícias para melhorar sua eficiência, e é apenas uma das medidas, pois já fizemos novos batalhões, contratação de policiais e promoções”.

Veja todas as fotos na galeria abaixo:

 

 

II Caminhada da Família acontece na quinta (12); evento tem apoio do deputado Cabo Campos

Deputado Cabo Campos (DEM) durante reunião para acertar detalhes da caminhada. (Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos)

Deputado Cabo Campos (DEM) durante reunião para acertar detalhes da caminhada. (Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos)

O Movimento Pró Família do Maranhão realizará a II Caminhada da Família na próxima quinta-feira (12), em São Luís. O evento conta com o apoio do deputado Cabo Campos (DEM) e terá início a partir das 16h, com concentração na Praça do Pescador, na Avenida Litorânea.

Segundo o deputado, a caminhada tem o objetivo de propor reflexão em torno do fortalecimento da instituição familiar, buscando a introdução de valores éticos e morais no processo de formação da consciência cidadã.

— A família foi a primeira instituição criada por Deus. Ela deve estar pautada na hierarquia, na disciplina, no respeito. Essa segunda caminhada visa provocar reflexão em torno disso e buscar embasamentos para a vida cristã.

Deputado Cabo Campos participa de fórum que visa sensibilizar profissionais da saúde à luta contra o alcoolismo

Deputado Cabo Campos (DEM) durante o 'Fórum para Profissionais' promovido pelos Alcoólicos Anônimos (AA), na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema). Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos)

Deputado Cabo Campos (DEM) durante o ‘Fórum para Profissionais’ promovido pelos Alcoólicos Anônimos (AA), na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema). Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos)

O deputado Cabo Campos (DEM) foi um dos palestrantes do ‘Fórum Estadual para Profissionais’, promovido nessa sexta-feira (29) pela irmandade Alcoólicos Anônimos (A.A), no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema). Durante o segundo painel, o parlamentar ressaltou a importância da participação do Poder Legislativo Estadual nas discussões, já que o alcoolismo é considerado um problema social e de saúde pública.

— O Legislativo deve se aproximar das discussões sobre o alcoolismo porque é um problema que envolve a questão social, no que diz respeito às relações familiares, e de saúde pública, por comprometer o estado de sobriedade e desenvolver uma série de doenças em função do seu uso excessivo, como câncer, cirrose hepática, arritmia, hipertensão, entre muitas outras. Então, nós estamos falando de um problema que leva sofrimento a muitas famílias.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 26,5% da população brasileira com mais de 18 anos consome bebida alcoólica uma vez ou mais por mês, sendo 39,2% homens e 15,2% mulheres. A PNS mostrou, ainda, que 24,3% dessas pessoas dirigiram após ingerirem álcool, o que equivale a 4,4% da população brasileira adulta.

O evento, segundo o organizador Jorge Maia, tem o objetivo levar a mensagem da irmandade a vários profissionais, principalmente da área de saúde, para que se tornem amigos de A.A e ajudem a auxiliar o maior número de dependentes possíveis.

— O propósito maior desse evento é cadastrar 50 mil profissionais para que nos ajudem na transmissão dessa mensagem, porque é humanamente impossível se fazer essa abordagem corpo a corpo. Seria interessante que esses profissionais, mesmo sem nenhuma filiação ao grupo, tivessem cooperando conosco, porque eles têm um papel importante no resgate da pessoa que sofre com a dependência do álcool.

Maria José Rios, representante do Centro de Atenção Psicossocial, disse que o profissional da saúde tem papel preponderante no processo de recuperação de pessoas acometidas pelo alcoolismo.

— Nós da terapia ocupacional temos um papel preponderante na restauração do indivíduo, da saúde mental à espiritualidade. Este é um dos nossos espaços de atuação. O álcool é uma das poucas drogas liberadas pela sociedade. Considerada droga lícita. E, por conta disso, tem fácil acesso a todas as áreas e todas as idades, apesar da lei propagar que só a partir dos 18 anos. Se sabe que no Brasil isso não é uma realidade. Por isso, justifica-se o papel do terapeuta ocupacional na recuperação do dependente. Enquanto terapeuta ocupacional, gostaria de dizer que essa é uma obrigação nossa como profissionais da saúde. A dependência é doença, e não safadeza, como a maioria pensa.

Além de membros do A.A, o ‘Fórum Estadual para Profissionais’ contou com a participação do Membro Coordenador de Área; da Diretoria do Escritório de Serviços Locais (ESL), da representante estadual do Grupo Al-Anon, que presta assistência a familiares e amigos dos dependentes do álcool, e da médica e ex-secretária municipal de Saúde de São Luís, Helena Duailibe.

Por fim, o deputado Cabo Campos expôs dados sobre o consumo de álcool no Maranhão, com base na PNS, e convocou os representantes de todas as esferas do Legislativo e Executivo a endossar a luta contra o alcoolismo.

— O Maranhão, queridos, é o 19º do país onde mais se consome álcool. No nosso estado, 23% da população acima de 18 anos ingere essa droga ao menos uma vez por mês, sendo 35,8% homens e 23,0% mulheres. O percentual de pessoas que dirigem após beber no nosso estado é igual a 38,9%, sendo 45,8% homens e 9,3% mulheres. Ou seja, o alcoolismo é um gravíssimo problema de saúde pública. Um elemento desestabilizador da sociedade e do ser humano. Assim, o parlamento, em função do grande ônus causado à população, não pode excluir-se ou eximir-se desta luta, que transpõe qualquer barreira ideológica, política, partidária ou religiosa. Luta que transcende todos os níveis sociais e econômicos. Por isso, conclamo todos os deputados desta Casa e demais autoridades do Estado que abracem esta causa de coração aberto — finalizou o parlamentar, defendendo a implementação de medidas preventivas voltadas para jovens dos sexos masculino e feminino, que, no Maranhão, iniciam o consumo de bebidas alcoólicas aos 18 e 21 anos, respectivamente.

Deputado Cabo Campos vistoria ferry-boats e defende melhorias no sistema de transporte aquaviário

Deputado Cabo Campos (DEM) durante vistoria ao Ferry-Boat Cidade de Pinheiro. (Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos)

Deputado Cabo Campos (DEM) durante vistoria ao Ferry-Boat Cidade de Pinheiro. (Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos)

Membro da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), o deputado Cabo Campos (DEM) participou, na terça-feira (26), da vistoria a ferry-boats no Terminal de Passageiros da Ponta da Espera, em São Luís. A inspeção foi motivada por denúncias de usuários do sistema de transporte aquaviário e contou com a participação de fiscais do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).

O parlamentar lembrou que é natural da Baixada Maranhense. Usuário assíduo do serviço há anos, seja em função da agenda parlamentar ou da visita a familiares, Campos afirmou  que as embarcações precisam passar por reformas na estrutura, melhorias na higiene e troca de assentos, que são classificados como desconfortáveis pelos usuários.

Campos defendeu a venda de passagens pela internet e pagamento via cartão nos postos de venda, visando dar maior comodidade aos passageiros. O deputado acrescentou que se faz necessário, ainda, o estabelecimento do sinal das redes de telefonia celular. Ele explicou que a oscilação inviabiliza a comunicação dos usuários de ferry-boat da espera à travessia.

Ao fim da vistoria, a Comissão de Assuntos Municipais informou que aguardará o relatório a ser produzido pelo Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) sobre a situação dos ferry-boats e terminais de passageiros. Em seguida, os deputados devem discutir o documento com a Agência de Mobilidade Urbana (MOB), responsável pela regulação do sistema e consequente promoção de uma licitação. A medida deve regular o sistema, já que, para saírem vitoriosas, a empresas devem atender às exigências para continuar operando.

— Estamos aqui para averiguar as condições que os nossos cidadãos estão sendo transportados. Nós constatamos algumas irregularidades. Acreditamos que essa vistoria proporcionará aos maranhenses, de modo especial o nosso povo da Baixada, melhores condições de transporte — finalizou Campos.

Deputado Cabo Campos visita comunidades quilombolas da Baixada e Litoral Ocidental do Maranhão

Deputado Cabo Campos durante visita a comunidade de São José do Lugar, em Central do Maranhão. (Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos)

Deputado Cabo Campos durante visita a comunidade de São José do Lugar, em Central do Maranhão. (Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos)

O deputado Cabo Campos (DEM) realizou, no último dia 21, mais uma edição da escuta com lideranças quilombolas do Maranhão. Desta vez, comunidades das regiões da Baixada e Litoral Ocidental Maranhense foram as contempladas com o acolhimento e posterior formalização das demandas como indicações na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema). A iniciativa tem o objetivo de reforçar a luta pela resolutividade de questões que envolvem a população quilombola junto aos órgãos competentes da esfera estadual e federal.

Durante a reunião, Campos disse que encontros como esse serão realizados rotineiramente, a fim de dar visibilidade às comunidades quilombolas no Poder Legislativo. Principalmente, àquelas que vivem distantes dos grandes centros urbanos e, por esse motivo, acabam tendo seus direitos inviabilizados.

— O nosso gabinete já articula discussões que envolvem a população quilombola desde o primeiro ano do meu mandato. Ser voz e representatividade para aqueles que mais precisam era um sonho que eu tinha antes mesmo de ser eleito como deputado estadual. Com a intensificação das visitas a essas comunidades, passamos a conhecer melhor a realidade e peculiaridade de cada uma delas. Vamos lutar para que os direitos fundamentais às comunidades quilombolas do nosso estado prevaleçam e sejam respeitados. A viabilização do conjunto de ações e ampliação da cidadania, em suas mais variadas dimensões, está prevista na Constituição Federal, como forma de reparar, compensar, a opressão histórica sofrida pela população negra.

O deputado referiu-se ao artigo 68 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que diz que “aos remanescentes de comunidades de quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”. Embora a disputa territorial ainda não seja uma realidade na região da Baixada e do Litoral Ocidental Maranhense, lideranças temem que o reordenamento social venha provocar conflitos futuros e a morosidade do Estado em garantir a titulação das terras ponha em risco o direito à propriedade que a Constituição lhes confere. Direito considerado auto-aplicável do ponto de vista da organização Justiça Global.

Aldo Costa, líder da comunidade quilombola Santa dos Pretos, que conta com mais de 800 habitantes, explicou que o Incra assentou os moradores em um área de 1.444 hectares desde 2006, mas a luta pela extensão da propriedade continua em tramitação no Instituto.

— Nós somos assentados pelo Incra em 1.444 hectares de terra que foram desapropriadas primeiro e agora subiremos o resto do território para 3.400. Já vieram notificar os donos, botaram os piquetes, mas ainda não indenizaram. Então, a gente ainda não mexe nessa outra área que ainda não é nossa. Nós temos 1.444 hectares que já foram pagos aos donos desde 2006. O processo já está para titular, mas é nossa mesmo. Agora, só falta a titulação. Nós já sabemos até a quantia de quantos hectares vai dar para cada um cadastrado.

Além da titulação de terras, o abastecimento de água nas comunidades quilombolas dominou as discussões, pela manhã, no salão de eventos do Sistema de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no Centro de Pinheiro. Segundo Aldo Costa, boa parte das comunidades da zona rural ainda sofrem com a ausência ou abastecimento precário no município.

— O maior problema é o da água. Apesar de certificadas pela Fundação Palmares, as ações desse reconhecimento ainda não estão surtindo muitos efeitos nas comunidades quilombolas. A gente chega nos órgãos e falam: ‘comunidade quilombola tem vez e voz’. Mas fica só no papel. Água encanada em Santana dos Pretos nós temos, mas não está dando para suprir a necessidade. Lá precisa de mais um poço. Foi feito um poço pelo Incra, mas a gestão do Zé Arlindo mandou cavar o poço no lugar errado e nunca deu certo. Não tem água suficiente para abastecer todo mundo.

A escuta contou, ainda, com a participação de outras comunidades quilombolas da Zona Rural de Pinheiro (Cuba, Boa Vista, Espírito Santo, Alto dos Pretos, Santa Rosa, Bem Fica, Guaribal, Rio dos Peixes, Santa Maria, Sudário, Proteção, Pacoã, Queimada do João, Santa Vitória do Gama, Belo Monte do Gama, Pirinã do Gama, Cotovelo, Santa Cruz, Tatuzinho, Curupurana, Rumo dos Abreus, Porão dos Pirrós, Bacabal e Altamira). Também estiveram presentes representantes de comunidades dos município vizinhos Peri-Mirim (Itaquipé) e Presidente Sarney (Pirinã, Santa Maria, Araújo, Mato dos Britos, Santa Rita, Bem Posta, Quatro Bocas, Gericó, São Felipe, Cocal, Bebe e Fumo).

De acordo com Raimundo de Moraes, líder do território quilombola Pirinã, em Presidente Sarney, as demandas são basicamente as mesmas das comunidades situadas no município pólo da região: titulação de terras, falta de água e moradia. Segundo ele, a ausência do sistema de abastecimento compromete não só o uso do recurso natural para uso próprio das famílias, mas também prejudica a agricultura familiar, impossibilitando a produção de alimentos para comercialização. Moraes revelou, ainda, que um projeto para a construção de unidades habitacionais já foi aprovado pela Caixa Econômica Federal (CEF).

— Hoje o nosso problema  maior é a questão fundiária, a demarcação do nosso território quilombola. Tem também o problema da água. A maioria das comunidades quilombolas não tem poço e uma época dessa fica complicado.  Outras tem uns cacimbões que abastecem, mas eles não têm suportado a demanda, porque nós temos 63 famílias, o que equivale a 217 habitantes. Na questão da agricultura familiar, nós também estamos com uma deficiência muito grande porque nós temos uma produção lá que se refere à mandioca e farinha. A falta de água, sistema de irrigação e casa do forno mecanizada, comprometendo a produção de alimentos. Boa parte do que a gente produz hoje é basicamente para o consumo próprio, porque a estrutura que nós temos não dá para produzir em grande escala para comercialização. Nós temos essa vontade. É um desejo nosso. Nós temos a questão habitacional. A maioria das casas é de taipa. Entramos com um projeto na Superintendência da Caixa com 50 casas que já está aprovado desde 2013 e, por conta da inviabilização de recursos, elas ainda não foram construídas. Inclusive, esse é um dos nossos objetivos: ver se a gente articula a construção das casas porque o projeto já está aprovado na Caixa. Estamos dependendo de um representante que leve nossa demanda e viabilizem para que a construção possa acontecer de fato.

No início da tarde, o deputado Cabo Campos seguiu para Central do Maranhão, no Litoral Ocidental do estado, onde participou de uma nova escuta na comunidade São José do Lugar. O encontro reuniu, também, representantes das comunidades Morada Nova, Angelim, São Sebastião, São João, Uruguaiana, São Miguel, Beleza, Boa Vista, Estiva dos Irmãos, Mussuan e Monte Cristo.

Na pauta de discussões do segundo encontro estiveram o projeto para a construção a construção de poços para abastecimento de água nas comunidades; construção de estradas vicinais; legalização das associações das comunidades quilombolas, a fim de facilitar o processo de titulação; e a regionalização das discussões sobre igualdade racial, com a participação dos coordenadores dos municípios maranhenses; saúde e iluminação pública.

Wellington Rodrigues disse que é precária a estrutura de saúde em algumas comunidades. Além disso, falta iluminação pública nas ruas.

— A comunidade já cresceu muito. Tem posto de saúde, mas não funciona. Precisamos ir até até a sede do município. Nós temos energia nas residências, mas não temos iluminação pública. Faltam postes.

Já Fátima Roland, coordenadora de Igualdade Racial do município, recorreu à história para explicar o processo de formação da cidade, que tem maioria da população composta por negros, segundo ela. Roland acrescentou dizendo que o território quilombola, onde estão situadas as oito comunidade participantes da discussão, é composta  por terras devolutas, originárias do não pagamento de fazendeiros ao Estado. A coordenadora disse, ainda, que a principal demanda das comunidades ainda é a titulação das terras.

— Nós ainda não temos os títulos. Nós somos certificadas pela Fundação Palmares. São terras devolutas. Algumas tem quase 50 anos. Aquelas deixadas pelos fazendeiros desde que deixaram de pagar os impostos ao Estado. Nós estamos em um território com oito comunidades quilombolas. Mas, na verdade, Central do Maranhão tem 26 comunidades quilombolas, que representam 95,9% da população de Central do Maranhão.

A iniciativa do deputado Cabo Campos foi bastante elogiada pelos participantes das duas escutas e considerada até inédita. Segundo as principais lideranças da Baixada e Litoral Ocidental do Estado, o encontro é imprescindível para o alinhamento das diretrizes que definirão os rumos da luta pelos direitos das comunidades quilombolas.

— Eu gostei muito da sinceridade do deputado Cabo Campos. Ele vai articular e usar da sua função como deputado estadual, junto aos outros órgãos, para que isso aconteça. Acredito que é viável e que a gente vai conseguir — afirmou Raimundo Moraes.

— Aqui nesta reunião nós estamos fazendo um elo de ligação com o deputado Campos. É muito importante que os nossos representantes estejam cientes da nossa realidade. A gente não costuma ser chamado para uma escuta como essa. Nós sempre somos chamados em outras ocasiões, mas não conseguimos conversar. Só conseguimos ver o cara passar passar de longe — disse Aldo Costa.

Campos fez um balanço positivo dos encontros com as comunidades e ressaltou que, apesar de não possuir poder resolutivo e sim propositivo, continuará lutando para assegurar condições dignas de vida aos grupos vulnerabilizados pela conjuntura histórica.

— O resultado é positivo e, nessa primeira reunião, nós tivemos a presença de pessoas comprometidas com as suas comunidades. Nós saímos daqui com algumas proposições e nós lutaremos junto a essas comunidades para que tenham uma resposta dos órgãos competentes. O nosso poder não é resolutivo, mas sim propositivo. E o nosso mandato trabalha para dar voz, também, a essas comunidades. Sabemos que os quilombolas têm esse direito e a aplicação dele dispensa qualquer ato oficial, pois já está previsto na Constituição Federal e precisa ser respeitado.

Paraninfo da turma, deputado Cabo Campos prestigia formatura do Curso Especial de Formação de Sargentos

Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos

Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos

O deputado Cabo Campos (DEM) prestigiou, nessa segunda-feira (18), a Formatura do Curso Especial de Formação de Sargentos (CEFS), no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar do Maranhão (CFAP), em São Luís. O parlamentar foi escolhido pelos militares para ser o paraninfo da turma devido a sua história dentro da corporação como praça e sua atuação em favor da categoria, enquanto parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema).

O CEFS teve o objetivo de qualificar praças da corporação no que diz respeito aos conhecimentos necessários para ascensão profissional. O curso foi estruturado no sentido de oferecer conhecimentos técnicos indispensáveis ao correto emprego da força policial, sendo dividido em duas etapas:  a primeira fase, na modalidade a distância, e a segunda, na modalidade presencial, na sede do CFAP.

Na primeira etapa do curso, os policiais puderam aprimorar os seus conhecimentos nas disciplinas do Sistema de Segurança Pública; Direito Constitucional; Noções de Gerenciamento de Crise; Preservação e Valorização da Prova; Legislação Organizacional; e Aspectos Jurídicos da Abordagem Policial. Já na última etapa, os militares desenvolveram conhecimento nas áreas de Abordagem Policial; Tiro Policial; Ordem Unida; e Saúde Física.

Na sessão plenária dessa segunda-feira (18), Campos subiu à tribuna do Plenário Nagib Haickel, na Alema, para parabenizar os militares pela conclusão do curso, lembrando que parte dos participantes são barras 92, turma da qual faz parte o parlamentar, que antes de ser político, já era policial militar.

“Se não estivesse deputado estaria aqui com eles, porque parte deles são os barras 92, da minha turma. E aqui estão os nossos colegas: Ataíde, Adailson, Adolfo, Aguiar, Alex, Alexandro, Botelho, Benedito, Beckman, Braga, Betran, Cloilson, Cleiton, Costa, C. Rodrigues, Diniz, Dublam, Dos Anjos meu Pastor, Elisângela que é a única mulher do grupo, que foi a nossa oradora; Esmeraldo, Fábio, Fernando, Frazão, Germano, Gomes, Henrique, Iomar, Iranildo, Jean, Lima, Lobato, Elen Henrique, Luther King, M. Ribeiro, Moreira, Marques, Monroe, Melo, Moraes, Miguel, Monteiro, Nunes Nazaré, Pinto, Patrício, Palhano, P. Sérgio, Pinheiro, Passos, Ribamar, R. Gomes, Roberto, Rodrigues, Rocha, Ramos, R. Silva, Rocha, Santos, Silva, Tavares, Vicente, Vieira, Zé Dequias e Welson. CEFS 2017, parabéns a todos”, felicitou Campos.

 

Deputado Cabo Campos viabiliza motoniveladoras para Afonso Cunha e Urbano Santos

Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos

Foto: J.Roberto / Equipe Cabo Campos

O deputado Cabo Campos (DEM) realizou, nessa segunda-feira (18), a entrega de duas máquinas Patrol Motoniveladoras para as cidades de Afonso Cunha e Urbano Santos, no Leste Maranhense. As máquinas foram viabilizadas aos municípios através da parceria entre o parlamentar e o governador Flávio Dino (PC do B).

Campos explicou que a aquisição dos equipamentos visa a abertura e manutenção de vias urbanas e vicinais, a fim de facilitar o deslocamento dos moradores da região e escoamento dos produtos provenientes da agricultura familiar.

“Muito feliz em poder estar viabilizando, junto ao nosso governador, esses equipamentos de extrema importância para o desenvolvimento das cadeias produtivas do Maranhão. Com este incentivo, passamos a ampliar ainda mais o escoamento do que é produzido aqui no nosso estado”, declarou o deputado.

Além do fortalecimento da agricultura e da distribuição da produção, os municípios estimam a economia de aproximadamente R$ 20 mil com a disponibilização dos equipamentos, já que deixarão de recorrer ao aluguel.

Indicação de Cabo Campos, idade limite para concurso da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros passa de 28 para 30 anos

Deputado Cabo Campos durante o encaminhamento da votação da MP n°244. (Foto: Agência Alema)

Deputado Cabo Campos durante o encaminhamento da votação da MP n°244. (Foto: Agência Alema)

O deputado Cabo Campos (DEM) votou a favor da aprovação da Medida Provisória de n° 244/2017, que eleva de 28 para 30 anos a idade para ingresso na Polícia Militar do Maranhão (PM-MA). A MP, a de autoria do Poder Executivo, altera dispositivos da Lei nº 6.513, que dispõe sobre o Estatuto dos Policiais Militares da Polícia Militar do Maranhão e dá outras providências.

Campos explicou que a medida é resultado do seu pacote de Projetos de Lei e Indicações feitas, junto ao Governo do Maranhão, visando a valorização e ampliação de direitos dos policiais militares e daqueles que desejam ingressar na corporação.

“Quero aqui falar sobre algumas Indicações que nós temos junto à Casa. Temos uma Indicação que eleva a idade para ingresso na Polícia Militar do Maranhão, que é justamente esta Medida Provisória; a promoção automática; o código de ética em substituição a RDE [Regulamento Disciplinar do Exército]; o escalonamento vertical, que já foi respondida pelo Governo do Estado e que foi motivo de greve em 2014; tenho a satisfação de ser o relator da LOB dos bombeiros; temos Indicação com relação à PEC 300, indicação que solicita que sejam chamados todos os sub judices da Polícia Militar do Maranhão, feita no dia 20 de junho de 2016; temos o projeto também que diz respeito a altura mínima para ingresso na Polícia Militar do Maranhão aos moldes do que acontece no Piauí, onde a altura para o sexo masculino é de 1.60 m e para o sexo feminino é de 1.55 m; reserva de 20% das promoções a policiais do sexo feminino e de todas as patentes. Bira do Pindaré, de 33 coronéis que nós temos, apenas um é do sexo feminino”, explanou o parlamentar, durante o encaminhamento da votação.

Representante da PM na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema), Campos aproveitou para criticar o desconhecimento sobre as discussões em torno dos assuntos relacionados à corporação.

“Ninguém vem dizer que não foi discutido, porque bem aqui no Plenarinho o governador do estado do Maranhão fez uma comissão de praças e oficiais. Foi discutido sim. O soldado Leite e o cabo Mailson estiveram aqui com os coronéis. Recuei de 35 para 30 anos, porque os colegas decidiram por 30 anos, certo? É porque o pessoal não acompanha os projetos da Polícia e querem se aparecer aqui em cima da hora para a plateia”, disparou o deputado, reafirmando seu compromisso com as forças auxiliares do estado. “O meu partido é a Polícia Militar do Maranhão e o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão”.

Deputado Cabo Campos preside audiência sobre reestruturação fundiária em Bom Jesus das Selvas

Deputado Cabo Campos preside audiência em busca soluções para conflitos agrários. (Foto: J. Roberto / Equipe Cabo Campos)

Deputado Cabo Campos preside audiência em busca soluções para conflitos agrários. (Foto: J. Roberto / Equipe Cabo Campos)

O deputado Cabo Campos (DEM), representando a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema), presidiu, no início desta semana, audiência pública para discutir a reorganização da estrutura fundiária na cidade de Bom Jesus da Selvas, no Oeste do Maranhão.

Ao proferir o discurso de abertura dos trabalhos, o parlamentar fez referência à Campanha da Fraternidade de 1986, onde a sociedade foi convocada a refletir, dentro dos parâmetros da justiça e da fraternidade, sobre a questão da terra no Brasil.

“Queridos, na década de 80, tivemos uma campanha da fraternidade, cujo tema era ‘Terra de Deus, terra de irmãos’. Hoje, nós voltamos a nos sentir dentro dessa campanha. A Comissão de Segurança Pública tem a honra de recebê-los”, disse Campos, agradecendo a disponibilidade dos presentes em discutir o assunto.

A audiência foi realizada com o objetivo de encontrar soluções para o conflito entre os trabalhadores rurais e os proprietários das Fazendas Rodominas e Minas Gerais e Aliança I e Minas Gerais e Aliança II.

Além do legislativo estadual, a discussão envolveu representantes do executivo e legislativo municipal de Bom Jesus da Selvas, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), além da Polícia Militar de Buriticupu.

A Associação de Moradores do Acampamento Buritirana reivindica uma área equivalente a 504 hectares, conhecida como Área do Meio, que seria uma sobra da área dos 6 mil hectares da Rodominas, arrendada para o cultivo do eucalipto pela Suzana Papel e Celulose, segunda maior produtora global de celulose.

A multinacional apresentou documento comprobatório de propriedade da área. Já a defesa do Acampamento Buritirana alega que a mudança da pedra de georreferenciamento teria provocado um equívoco em torno do mapeamento real da área total pertencente à empresa Suzano.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) declarou, segundo a defesa do acampamento, não ter recursos suficientes para fazer um novo mapeamento, mas manifestou interesse na fatia do imóvel rural, argumentando que a área pertenceria à União.

Com isso, a justiça estadual declinou a competência sobre o processo, que deve ser transferido para justiça federal, já que o Incra demonstrou interesse pela revisão territorial da área. O processo ainda não seguiu o curso normal, porque a Suzano pediu vista.

Já em relação às Fazenda Minas Gerais e Aliança I e Fazenda Minas Gerais Aliança II, uma audiência de conciliação entre as partes está marcada para acontecer na manhã do dia 21 de setembro, no Fórum de Buriticupu.

“Nós precisamos intermediar essa discussão, haja vista que essa é uma problemática que costuma gerar muitos conflitos iguais a estes que foram colocados em pauta nesta audiência. O Brasil registrou, em 2016, mais de quatro conflitos agrários por dia, segundo levantamento feito pela Comissão Pastoral da Terra. Ainda segundo esse levantamento, essas ocorrências cresceram 25% de 2015 para 2016 e o número de pessoas envolvidas nessas situações chega a quase um milhão, 11% a mais que em 2015. Então, nós não podemos nos abster de promover discussões como estas e encontrar alternativas resolutivas para impasses desta natureza”, declarou Campos.